Lançamento a 30 de Janeiro - Soc. Hist. Independência de Portugal


Autores: Mendo Castro Henriques (coord.), Jaime Regalado, Maria João Medeiros, João Mendes Rosa e Luiz Alberto Moniz Bandeira

Edição: Tribuna da História

«Creio que se os assassinos de D. Carlos verdadeiramente conhecessem o seu rei, não o teriam morto. Mas tão forte era a campanha de ódio e desinformação sobre o Rei e a Família Real, tão grande era o desconhecimento da sua dedicação ao país, da defesa da nossa independência e da nossa posição no mundo, que veio o trágico desenlace que afastou Portugal, durante décadas, do caminho para uma sociedade mais evoluída. »
D. Duarte, Duque de Bragança

«O Regicídio de 1908 foi dos factos políticos mais marcantes da
história de Portugal. Cem anos passados, a sua importância continua a estar ainda muito para além da morte de um rei, de um príncipe herdeiro e de um regime. O levantamento minucioso que está por detrás deste livro e os documentos em que se apoia ajudam a compreender como é que, em 1 de fevereiro de 1908, morreu também um certo Portugal, para que outro nascesse. e cada um fará o seu juízo, à luz dos factos e do tempo.»
Miguel Sousa Tavares, jurista e escritor

«No limiar do século XX trocou-se o Tiranicídio clássico, pela eliminação de quem representava o poder instituído. O nosso Rei D. Carlos, um homem de ciência e um desportista, encarnava o Homem moderno e o espírito aberto. O seu assassinato teve o formato de um terrorismo mais confessional, quando os defensores de um ideal de modernização alternativa, decidiram roubar-lha a vida e ao seu primogénito.»
Armando Marques Guedes. Presidente do Instituto Diplomático

«Muitos momentos críticos da História de Portugal permanecem cobertos pelo mistério. Este livro é um sólido contributo para coligir o que hoje se sabe sobre o regicídio, mas também é leitura obrigatória para se identificar os mecanismos da ocultação e do encobrimento.»
Vasco Rocha Vieira, General do Exército

«A morte do Rei jazia no esquecimento da História, sepultada num mar de certezas. Cem anos depois, fruto de uma densa e fundamentada investigação eis o regicídio devolvido à memória dos portugueses à luz de novos factos. Um livro que se lê com o sobressalto de um policial.»
Maria João Avillez, Jornalista

«Os partidos Progressista e Regenerador, pela sua incompetência e ambição, tinham pantanizado a situação política e colonizado, com o caciquismo, a sociedade.
Perante esta situação a prazo insustentável, o Rei pretendeu intervir. À ditadura possível, repressiva e voluntarista, preferiu o autoritarismo temporário. Solução, esta, de enorme vulnerabilidade porque mostrava que o Rei era capaz de ser actor político com visão, determinação e capacidade de risco; e porque ameaçava (com o novo Partido Regenerador Liberal de João Franco) os partidos instalados no poder, e as expectativas das forças anti-monárquicas. Com esta determinação, o Rei em muito probabilizava a liquidação física da sua Pessoa. Talvez o suicídio de Mouzinho de Albuquerque prefaciasse a necessidade política da decisão do Rei D. Carlos e, também, o regicídio.»
António Ramalho Eanes, Presidente da República 1986-1996
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