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Mendo Castro Henriques nasceu em Lisboa,
em 1953, e aqui tem vivido em Campolide. Viaja pouco, mas
quando o faz é para longe. 
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Tem quatro filhos que adora - António, Jorge,
Francisco e Teresa - mas aos quais não trata tão bem quanto gostaria. Passam
algumas férias
na Quinta da Fonte Santa, em Santiago do Cacém, litoral alentejano onde
tem uma pequena quinta que
partilha com os irmãos Pedro, Miguel e Ana. O
António é Doutorando em História na Universidade de York. O Jorge é
pós-graduando do CEDOA, em Coimbra; ambos são craques em futebol. O Francisco
é um surfista premiado. A Teresinha passou para o 10º ano na Escola Rainha D. Amélia
e gosta de Relações Internacionais.
Cursou o Externato Marista de Lisboa dos 6
aos 12 anos, de onde saiu com saudades, educação cristã e sem
qualquer espécie de anti-clericalismo. Entre os 13 e 21 anos considerou
Deus uma questão de publicidade. Completou os estudos secundários no
Liceu Normal de Pedro Nunes em Lisboa em 1972, alínea de
Económico-Financeiras (15 valores). Aqui militou nas fileiras do
Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa onde
tinha uma posição heterodoxa e não-marxista de revolta contra o regime. Aos 15 anos escreveu o Manifesto
Inconformista ( suponho que se perdeu). Impressionavam-no então
autores como Albert Camus e outros, grandes ou "minores"
alguns dos quais lhe fazem hoje cócegas. Os escritos de Hegel, nessa
altura lidos em traduções francesas da Gallimard, causaram-lhe uma
impressão duradoura. Aprendeu Alemão no Deutsches Institut,
em Lisboa.
Do convívio familiar obteve uma formação humanista que o fez ler desde cedo aos autores
clássicos e modernos mas, significativamente, pouco aos portugueses. Não
existia televisão em casa, havendo grande estima pelas artes
plásticas e as alternativas estrangeiras à vida nacional. Estudou
piano com Maria Malafaia. Partilhou com sua mãe - Maria da Graça de Castro
Henriques - uma funda preocupação e revolta de raiz cristã perante as injustiças sociais
no Estado Novo; reteve de seu pai - António Fortunato - o sentimento da precariedade das
soluções políticas. No essencial, teve uma infância feliz e uma
adolescência infeliz. Aos 18 anos, após tomar conhecimento com a obra de Fernando
Pessoa, desistiu de escrever poesia e ensaios porque considerou impossível
fazer melhor que o vate nacional. A leitura do Tractatus de Wittgenstein
teve um efeito catártico.
Completou a alínea G do Curso Geral dos
Liceus. Após inscrição no 1º ano do Instituto Superior de Economia, e estudo
particular de línguas antigas, completou a alínea de Letras (com 17 valores) e matriculou-se na Faculdade de Letras de Lisboa. Aqui obteve o grau de Licenciado em Filosofia.
Foi membro do Conselho Directivo (como
representante eleito do seu curso) entre Maio e Outubro de 1974, após o
que passava o tempo de estudo na Biblioteca Nacional de Lisboa e não nas
aulas degradadas com o PREC e pós-PREC. De entre os professores, destaca
Manuel Antunes e Carlos Silva que depois o chama para a Universidade
Católica.
Admitido
por concurso no Ensino Secundário, realizou o estágio pedagógico na Escola
Josefa de Óbidos em 1980, ano em que também é admitido como Assistente na
Universidade Católica. Desde 1982 foi Bolseiro da JNICT para preparação da
dissertação de Mestrado que veio a apresentar em 1985 sobre "As Coerências
de Fernando Pessoa", tendo Francisco da Gama Caeiro por orientador.
Aprofundou nesta altura o seu conhecimento dos autores nacionais e militou
em movimentos patrióticos que o levaram a fundar em 1987 a revista
"Portugueses", com o apoio de D. Duarte de Bragança e de círculos monárquicos e onde colabora com João
Sabido Costa, António M.ª Pinheiro Torres, Martim Lencastre Cabral,
Henrique Barrilaro Ruas,Ribeiro
Telles, e Bento Sarmento. Publicou em 2006 (1ª ed.) a obra Dom
Duarte e a Democracia; uma biografia portuguesa
A recepção da obra do filósofo Eric Voegelin levou-o a
realizar estágios de pré-doutoramento
em 1990 na Alemanha no Geschwister-Scholl
Institut da Ludwig-Maximilian Universitaet de Munique (e
trouxe para casa um fragmento do Muro de Berlim) e em
1991 nos Estados Unidos - Hoover Institution na Universidade de Stanford -
onde tem
regressado periodicamente dado que ja´esteve nos quatro cantos da América) . O primeiro resultado destas pesquisas foi
a dissertação de doutoramento (UMDL) em 1992 "A Filosofia Civil de Eric Voegelin"
que apresenta as pré-condições da cidadania.
Tendo realizado o Curso de Defesa Nacional
no IDN, foi posteriormente colocado como Assessor nesse Instituto
onde, entre outras funções, coordenou Cursos de Cidadania, Cursos de
Segurnaça e Defesa para Jornalistas e realizou
investigação sobre temas de Segurança e Defesa. Os estudos sobre
governação, serviço militar, identidade nacional e campanhas militares de
Portugal inserem-se neste contexto. Entre Março de 2004 e Março de 2007
dirigiu o
Departamento de Investigação de Defesa do IDN
Novas
deslocações ao exterior - Angola, Macau e Estados Unidos - fizeram-no
aperceber-se da profundidade do fenómeno lusófono. Pessoalmente,
destaca a sua camaradagem com José Adelino Maltez que o chama a
colaborar na Universidade Internacional e posteriormente na Universidade
Lusíada. Com ele e Jorge Braga de Macedo colaborou em livros e na
Sociedade de Geografia.
Por volta de 1999, decidiu criar a
Colecção Batalhas de Portugal, chamando para colaborar
António Rosas
Leitão e os mais prestigiados autores portugueses nesta temática. A
colecção tem um plano inicial de 32 obras profusamente ilustradas e
escritas por especialistas. A Editora publicou até agora 20 volumes, sendo de destacar o empenho
do editor, Pedro de Avillez, bem como da
equipas gráficas da Cítrica Design, e de Manuel Amaral, criador dos Arquivos
da Net.
É actualmente Professor
Auxiliar da Universidade Católica, onde foi também Director do
GEPOLIS, Centro de Estudos de Filosofia e Cidadania entre 1994 e 2004. Aqui destaca a convivência com
colegas como Artur
Morão, António Amaral, Carlos Silva e
muitos antigos alunos, alguns actualmente professores do ensino
universitário e secundário. Entre as obras que fez (em
colaboração) contam-se Educação para a Cidadania, Monarquia Portuguesa,
Bem Comum dos Portugueses. Como consultor para projectos científicos
da Comissão Europeia toma contacto com os dilemas do aprofundamento e
alargamento europeus.
A sua investigação centra-se na área da
Filosofia Política e da Filosofia da Consciência. Na primeira está a
preparar uma obra em 4 volumes provisoriamente intitulada "Animais
Políticos: dos Megalitos aos Astronautas". Trata-se de uma obra
conjunta que reune estudos seus a adaptações ( traduzidas e compactadas)
dos estudos de Eric Vogelin em History of Political Ideas. Na área
da Filosofia da Consciência está a ultimar com Artur Morão a
edição de Intelecção: um ensaio sobre o conhecimento humano de
Bernard Lonergan, previsto para 2007. O lançamento pelo Gepolis de uma linha de Dicionários Críticos
- tem sido uma oportunidade para novos contactos e leituras.
NA comunicação Social fundou e dirigiu
entre 1989 e 1992 a revista Portugueses. Colaborou
entre 2000 e 2002 com a coluna quinzenal "Bem Comum dos
Portugueses" no Euronotícias,
então dirigido por Tiago Franco. Em 2004 colaborou na coluna "Vozes
do IDN" no Diário de Notícias. Desde Setembro de 2006 colabora no Magazine
- Grande Informação, dirigido por Otto Czernin.
Tem vindo a desenvolver investigação na
época das Guerras Napoleónicas, o início traumático
do Portugal Contemporâneo, tendo importância o próximo bicentenário da
independência dos países sul-americanos, em particular o Brasil.
Por aqui tem visitado o Chile e Uruguay. Tem tido particular colaboração com Manuel Amaral sobre
estes e outros temas da identidade nacional.
As viagens na Europa, no
âmbito do projecto Cidadania Global, em Paris, Barcelona e Londres, têm
vindo a confirmar o pendor humanista de quem vê na poliarquia europeia a mais inovadora construção política no início do séc.
XXI, um contra-poder indispensável à potência dominante. Em todo o caso foi um francês
que ensinou que o melhor dos EUA é a sociedade civil; resistirá esta? É
um tema que apenas pode ter um tratamento agostiniano, no qual tem vindo a
trabalhar abordando as três etapas
dos EUA - colonial, republicana e imperial - à luz da prospectiva mas sem os fulgores da profecia.
Tem vindo a desenvolver o
estudo do Islão e, em particular, do Mediterrâneo Ocidental. A participação nos
Seminários NATO em Madrid, 21 de Março de 2004 (na semana após o
atentado) e a organização do Seminário de Lisboa, 6-7 Março de 2005, bem como visita a Marrocos, têm-no
posto a par da terceira via do Islão, anti-fundamentalista onde se
destacam nomes como os de
Abdelmajid Charfi, Abdul Karim Soroush. Mohammed Arkoun, Nasr
Hamid Abu Zayd e Taha Hussein. Em 2006 publica com Mohamed Khachani a obra Security
and Migrations in the Mediterranean, IOS Press Amsterdam
Pouco jeito para equipamentos. Telemóveis
só Nokia, à espera do melhor modelo PDA e com bluetooth. Gosta muito do Land-Rover
Discovery, comprado em 2ª mão em 1995. Ainda está
activo. Informaticamente, jamais leu nem lerá
até ao fim um manual da área e opera com os acidentes triviais. Utiliza Pentium
IV optimizado, e faz esta página com Frontpage no Windows
XP.. Aderente da banda larga, trabalha com muitos downloads que depois
deita fora. Metáforas da vida...
Pela liberdade de circulação

Contra intromissões
na vida do cidadão 
Pelo
Direito à Vida
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