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A Desgraça do Ensino da História nas Nossas Escolas e a Falta da Cultura de Cidadania

  28/04/2007 (953 leituras)



David Garcia*


Como recém-licenciado em História o que eu tenho notado ao longo da minha formação, não só desde o tempo da Escola Básica e/ou Secundária e pela fase Académica, é que de facto, a História seja ela de Portugal ou do Mundo não trata com o rigor que lhe é exigido os acontecimentos históricos e as análises político-económicas extremamente importantes para compreender as épocas que se estudam.

A partir do 10.º ano de Escolaridade, em História, fala-se:
- da Grécia Antiga – pouco ou nada se fala dos acontecimentos políticos da época, passando apenas pela "fronha" uma Análise ao sistema política Ateniense, à cultura e claro à arquitectura;
- da Roma Antiga – seguindo praticamente o mesmo como a Grécia Antiga.

De seguida, faz-se um salto para a Idade Média e o Império Carolíngio. Ninguém explica como é que caiu o Império Romano, ninguém explica como é que durante ainda bastante tempo tivemos um Império Romano do Ocidente e um Império Romano do Oriente - este que caiu em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos.
O Império Carolíngio é retratado apenas numa questão social, pouco política.
De repente fala-se da Formação de Portugal, esquecendo completamente a Formação do Território, liderada pelos Reis. Preferindo os autores dos manuais, falarem da ocupação do território e das Leis das Sesmarias assim do nada, sem dar a perceber ao estudante a razão pela qual foi tão importante essa lei na época do Reinado de Dom Fernando I.
O Fim da Idade Média seja na Europa, seja em Portugal é falado de uma forma extremamente superficial. Fala-se da Peste Negra, mas não há uma unica página a falar da Grande Guerra dos 100 anos que opôs o Reino de França ao Reino de Inglaterra. Ninguém fala das Invasões Vikings e Muçulmanas, como seria da obrigação dessa gente, ainda nos séculos VIII, IX e X. Não há um fio condutor da História.

Quando chegamos ao 11.º ano de Escolaridade, em História, fala-se do Renascimento, mas nunca se falou da formação dos diversos Estados Italianos -Republicas, Principados e os Estados Papais. Assim como ninguém sabe o que foi o Grande Cisma do Ocidente.
Fala-se do surgimento do Protestantismo, mas ninguém fala das Guerras Religiosas, nem da mais importante que foi a Guerra dos 30 anos!
A Restauração da Independência de Portugal é praticamente esquecida, assim como se fala muito pobremente da Expansão Portuguesa e da Formação do nosso Império.
Dá-se mais importância à formação dos Impérios Holandês e Inglês e Francês. Ninguém fala da Guerra dos 7 anos assim como a Independência dos Estados Unidos da América ficou por falar. Fala-se da Revolução Francesa, mas a Revolução Liberal Portuguesa só tem direito a meia dúzia de linhas. Contudo fala-se da Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas, mas ninguém explica o que foi a Monarquia Constitucional Portuguesa em termos políticos, mas só se fala do Atraso Industrial em comparação às Outras potências Europeias. Ninguém fala dos Impérios coloniais no Oriente e a resposta Japonesa com a Era Meiji- esta que só tem direito a meia dúzia de linhas.
São praticamente também esquecidas as Independências da América Latina.

No 12.º ano, em História os alunos começam o seu programa com a Revolução Industrial, falam das crises cíclicas do Capitalismo, mas esquecem-se completamente da riqueza política que foram os acontecimentos que varreram a Europa e Portugal no século XIX. Fala-se do surgimento das Ideias Marxistas, o Socialismo no seu esplendor, mas ninguém sabe o que foi a Comuna de Paris de 1871.
Assim como ninguém fala da Guerra Franco-Prussiana, que foi a origem da I Guerra Mundial.
Em relação a Portugal nos princípios do século XX. Fala-se da queda da Monarquia deliberadamente. Uma autêntica propaganda ao Regime Republicano. Os reinados de Dom Luís e de Dom Carlos são completamente esquecidos em termos políticos e não só. Fala-se do avanço dos ideais republicanos. Fala-se do Regicídio. Mas o reinado de Dom Manuel II é completamente esquecido.
Surge a I Republica e a propaganda republicana aí está no seio auge.
Em termos internacionais fala-se da I Guerra Mundial, fala-se da Revolução Soviética. A Crise da década de 30 e a ascensão dos regimes Fascista e Nazi na Itália e na Alemanha. A II Guerra Mundial e, claro posteriormente a Guerra-fria. O milagre Japonês e a Descolonização.
Em relação a Portugal faz-se uma análise ao Estado Novo – II Republica, mas assim que se chega ao 25 de Abril, mais uma vez a propaganda deste regime actual é notória. Tudo o que foi da II Republica foi péssimo, nada deixou que se aproveitasse. Mas com a III Republica, naturalmente tudo muda de figura. Será que intenção é propagandear para manter o status quo? Talvez....
Fala-se da criação da CEE e União Europeia como as salvadoras da Pátria.

Mas depois de tudo isto. Sem um fio condutor e racional, como é que querem que os Estudante percebam de História? Como é que ficam admirados com a tamanha ignorância que notícias, falem de estudantes que digam que Salazar como "Rei de Portugal"? Como é que há falta de rigor pedagógico? Porquê que os alunos não têm História de Portugal no Secundário ou ainda no Ensino Básico? Compreende-se que seja importante também conhecer a História Mundial para percebermos a época em que vivemos, mas é inaceitável não haver uma disciplina de História de Portugal seja no Ensino Básico seja no Ensino Secundário. Podia haver História Universal no Ensino Básico e História de Portugal no Secundário ou vice-versa. ESCOLHAM!

Como é que podem achar graça a tamanha ignorância? Este país está a viver a Era dos "Morangos com Açúcar". A Ignorância é atroz. A despreocupação é assustadora. Dá-se mais importância aos movimentos de cultura urbana como o Hip Pop, origem muitas vezes de comportamentos completamente desajustados à sociedade, onde se sustêm ideais inconformistas e revoltantes - origem de comportamentos criminais, como assaltos a supermercados, centros comerciais, a casas das pessoas, em transportes públicos, já para não falar da poluição dos grafitis em tudo quanto é sítio, incluindo monumentos nacionais, património Histórico da Memória do Nosso Povo.

E assim vai Portugal. Num clima total de irresponsabilidade social. Falta de civismo. Falta de educação nas escolas, onde vemos professores a serem agredidos pelos próprios alunos. Falaram em liberdade há 33 anos, mas não ensinaram ainda às novas gerações o civismo e respeito pelo próximo. As pessoas não perceberam ainda, que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade dos outros.

É preciso e urgente responsabilizar a sociedade. Ter um sistema penal eficaz que puna os alunos que desrespeitam os professores e que os responsabilizem por aquilo que é Seu Dever, enquanto aluno. Que é aprender e formar-se para a vida!

Voltando um pouco atrás, voltando ao dramático Ensino da História, é fundamental que se revejam os programas que se ensine a História de modo racional com um fio condutor que faça com que os alunos efectivamente percebam o que estão a estudar. E que nunca mais se oiçam asneiras como aquela do Salazar ter sido "rei de Portugal".

*-Presidente do FDR
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precisamos de deixar de sustentar o insustentável.(...) dar respostas rápidas, através de estímulos fiscal e financeiro, que permitam a reestruturação eficaz das empresas e dos bancos. Quanto à reforma da regulação dos mercados de capitais e da supervisão bancária internacional, o G20, que representa 90% do PIBmundial, só deverá tomar decisões a sério quando chegar o presidente Obama.
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Novas tecnologias, infraestruturas, renovação de imóveis e investimento, são tudo àreas onde Estado pode dar o exemplo e criar as condições para a iniciativa privada. É que sem energia sustentável não existe desenvolvimento sustentável. Chama-se a isto SmartPower,
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É importante que se aproveite também em Portugal essa acção de regulamentação. Evitando erros antigos é importante que não se promova mais uma vez uma visão limitada de nivelamento dos critérios de rentabilidade numa lógica puramente financeira e que se identifiquem, de uma vez por todas, os pó-portuguesa. Teremos a oportunidade de olhar para o apoio à economia, para a indústria, para a logística e para as actividades agro-industriais
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Manifestando a intenção de contrariar a inacção perante a actual conjuntura que a todos atinge directamente, a Direcção decidiu um quadro de acções de debate sobre a actuação de Portugal no cenário comunitário e internacional. Uma das iniciativas é o início de uma coluna do IDP, intitulada RUMOS, a partir de 2 de Outubro 08, no jornal OJE.Agora que já todos entenderam que a crise de 2008 é estrutural e não limitada a alguns bancos, Nancy Pelosi veio afirmar “Acabou a festa!” Estamos no limiar de uma nova época, em que um quadro de novas regras de mercado e novos centros financeiros se virão a estabelecer. E contudo, os EUA e outros países da UE estão a afiançar o capital financeiro penalizando a classe média com os argumentos de "salvar empregos” e restabelecer confiança nos mercados. A continuar assim, estão a remunerar o capitalismo parasita.
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os economistas americanos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff pesquisaram as crises financeiras dos últimos 800 anos e concluíram que falências do Estado eram um "fenómeno universal". Muitos países, na verdade, faliram mais de uma vez.
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Está o Instituto da Democracia Portuguesa através de um seu Grupo de Trabalho - empenhado em um projecto de desenvolvimento da região do Vale do Tua em que é elemento charneira a linha de caminho de ferro existente. Esse projecto teve os seus passos iniciais na visita de estudo a Mirandela em 26 de Abril pp. e está a recolher o apoio de autarquias locais.
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Qualquer economista gagueja desculpas se tiver de esclarecer o impacto real da bolsa nos movimentos na economia real...A bolsa de Lisboa desceu 20 por cento desde o inicio do ano... Alguns bancos perderam 50 por cento do seu valor em acções. Mas para o agricultor ou empresário, isso não tem significado.convém começar a perceber que, para Portugal, boa parte das respostas não dependem de Washington nem de Bruxelas mas apenas de nós mesmos, portugueses.
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C 2º Visita temática do IDP a uma região do País, que apesar de rica em recursos naturais, padece de vários problemas estruturais. Fundão/Cova da Beira,
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A 29 de Outubro de 2007, teve inicio ás 11:00 do dia 5 de Julho , no Auditório da Escola de Pescas e Marinha de Comércio aquela que foi a 1º Assembleia Geral do IDP, após a Assembleia Constituinte
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Assembleia Geral do IDP – Instituto da Democracia Portuguesa – realizar-se-á no próximo dia 5 de Julho de 2008
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A crise que se viveu no País na semana passada e que deixou o Estado «vulnerável» nas palavras do próprio Primeiro-Ministro podia ter, de facto, consequências maiores, se o Governo não tivesse agido no tempo limite.
Na sequência da greve nos transportes que afectou todo o Portugal Continental e Ilhas, o IDP (Instituto da Democracia Portuguesa) lançou um ciclo de debates e contributos no âmbito do Grupo de Trabalho Segurança Humana
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«Uma crise estrutural e com permanência prometida para uma década». É desta forma que Frederico de Carvalho, professor no Instituto Superior Técnico, caracteriza a crise alimentar mundial que está a afectar Portugal.----O documento serve de preparação para o Seminário do Fundão a 5 de Julho que está a ser preparado pelo IDP em parceria com as ASSOCIAÇÕES DE AGRICULTORES E REGANTES DA REGIÃO E COM A CAMARA MUNICIPAL
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Terá lugar no próximo dia 5 de Julho de 2008, no Fundão, o Colóquio IDP subordinado ao tema «A crise alimentar nos centros urbanos e o desenvolvimento do mundo rural».Com a presença de SAR D. Duarte de Bragança .
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Frederico Brotas de Carvalho apresenta algumas questões prementes relativas ao sistema representativo e ao aprofundamento da Democracia em Portugal.
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Claro que este grupo de crápulas tem contado com a cumplicidade dos Governos, de alguns políticos (Muitos…). Daí assistirmos “serenamente”, há décadas, ao abandono das terras e à consequente a migração sistemática dos camponeses para as cidades. Em Portugal, a UE pagou para não se plantar; pagou para não se pescar; comprou enfim a nossa relativa autonomia alimentar. Veja-se que chegámos a exportar trigo; hoje temos que o importar!!! Evidentemente que nesta empreitada de desestruturação agrícola, como de resto de outros sectores da economia, houve a colaboração militante de muitos Vasconcelos… (Traduza-se: traidores.).
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No dia 25 de Abril de 2008, o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) deslocou-se ao alto Douro, com o seu presidente honorário, Dom Duarte de Bragança. A Direcção, associados e colaboradores, para realizar uma visita temática cuja preparação logística esteve a cargo do comandante Temes de Oliveira. Esta visita foi o culminar de contactos e trabalhos anteriores, com o objectivo de colaborar com Munícipios da região por forma a identificar pontos fortes e oportunidades e a fim de reduzir as assimetrias regionais e potenciar projectos que sirvam as populações do interior Norte.
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Os lucros extraordinários da Grande Expansão entre 1980 e o Verão de 2007 chegaram ao fim. E os lucros sempre foram necessários mas nunca suficientes para uma economia estável. Diminuíram forçosamente quando os BRIC dispararam e os EUA, em particular, não modificaram o paradigma de produção, entretendo-se com guerras. Agora, os agentes económicos têm de se adaptar a rendimentos mais equitativos que permitam manter empregos e consumos.
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