Internacional : O Vulcão que parou a Europa: Caos aéreo custa 750 mil milhões
2010/4/19 9:19:38 (187 vizualizações)
O vulcão Eyjafjallajokull, na Sul da Islândia, entrou em actividade à uma semanaA nuvem de cinzas proveniente de um vulcão islandês que paralisou o tráfego aéreo em praticamente toda a Europa poderá acarretar perdas na ordem dos 750 mil milhões de euros para as companhias aéreas, segundo Derek Sadubin, responsável pelo centro de pesquisa do sector para a Ásia/Pacífico.
As companhias aéreas europeias estão a fazer voos de ensaio abaixo dos oito mil metros para testar rotas seguras nos céus europeus e pressionar as autoridades para que permitam o seu regresso à actividade. As perdas económicas acumulam-se e há risco de falências, sobretudo para as empresas pequenas. Os transportadores dizem que não se conhece a concentração de cinzas e que algumas restrições podem ser excessivas.
(19 de Abril de 2010)
Cientistas alertam para risco de erupção do vulcão Katla
Esta tarde, por proposta da Comissão Europeia, os 27 ministros dos Transportes da UE irão discutir soluções para fazer face ao caos que se instalou desde quinta-feira no espaço aéreo europeu, numa situação que o presidente da Comissão, Durão Barroso, descreveu como "sem precedentes". A reunião, aliás, realizar-se-á por videoconferência, dada a impossibilidade de viajar de avião na Europa, à excepção de Portugal e alguns países mediterrânicos. Outros encontros europeus, como a cimeira dos ministros da Agricultura e Pescas no Luxemburgo, foram desmarcados.
Há 30 países afectados, total ou parcialmente, e três quartos dos voos da aviação comercial na Europa foram cancelados, um total superior a 63 mil voos, com milhões de passageiros impossibilitados de viajar. Calcula-se que o prejuízo diário conjunto das companhias de aviação seja de 150 milhões de euros. Toda a indústria do turismo foi afectada, com cancelamento de viagens e o caos nos transportes por terra.
Ontem, até às 17 horas, 435 voos tinham sido cancelados em Portugal devido ao encerramento de vários aeroportos no resto da Europa, segundo um comunicado da ANA. Europa Central, do Norte e Reino Unido eram as origens e destinos desses voos na sua grande maioria, sendo que 218 cancelamentos ocorreram em Lisboa, 118 em Faro e 83 no Porto.
Segundo o Eurocontrol, que supervisiona o espaço aéreo europeu, a situação global piorou ontem no Velho Continente, com apenas 4 mil voos realizados em 24 mil, o que compara com 4.886 no sábado. Desde quinta-feira, foram cancelados 63 mil voos.
A nuvem de cinzas impediu a presença de vários líderes mundiais nas exéquias do presidente polaco Lech Kaczynski e obrigou a chanceler Angela Merkel, de regresso dos EUA, a fazer escala em Lisboa e Roma, de onde seguiu por estrada até Berlim. Por estrada até Barcelona, regressou também de Praga o Presidente da República.
Mas surge agora outra preocupação, a erupção do maior dos 3 vulcões. O vulcão Katla, três vezes maior que o que está em erupção no glaciar Eyjafjllajokull, no Sul da Islândia, e adormecido desde 1918 pode entrar em acção nos próximos meses.
A probabilidade do vulcão Katla entrar em actividade é de 75 por cento no prazo de seis meses a um ano. Localizado nas imediações do actual vulcão em erupção, o Katla tem uma caldeira com dez quilómetros de largura e um potencial explosivo três a quatro mil vezes maior.
Os vulcanólogos islandeses prevêem que em caso de erupção, o Katla originará nuvens de cinza de dimensões muito maiores que as actuais que poderão afectar o tráfego aéreo em todo o Hemisfério Norte durante meses seguidos.
Os modelos matemáticos elaborados pelos cientistas islandeses indicam ainda que, a erupção levaria ao degelo quase instantâneo do glaciar por cima do Katla que provocaria a formação de uma onda gigante de 30 metros de altura.
Trata-se de uma hipótese que está a ganhar cada vez mais consistência, o que já levou as autoridades islandesas a a estudarem planos de emergência
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