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Economia : Mais de dois milhões de portugueses sem dinheiro para pagar a renda
2010/7/16 7:55:23 (100 vizualizações)

monarquiaportuguesa.com,somosportugueses.com


Dois milhões e 300 mil portugueses não têm dinheiro para pagar a renda da casa ou para fazer uma refeição de carne duas vezes por semana. Os dados são do Inquérito às Condições de Vida, realizado em 2009 com base em rendimentos de 2008, mas publicado esta semana.

Se não fossem as transferências sociais e a obrigação de desconto para a Segurança Social, 41,5 por cento da população portuguesa estaria em risco de pobreza.Sem o peso da intervenção do Estado a sociedade portuguesa seria uma sociedade ainda mais injusta e uma economia em colapso.


(16 de Julho de 2010)


A taxa de privação material, nova ferramenta usada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para medir as dificuldades financeiras das famílias, mostra que 23% da população portuguesa estava, em 2008, nesta situação.

Assim, praticamente um quarto dos portugueses não consegue fazer uma semana de férias ou comprar um carro, uma televisão nem mesmo um telemóvel.


Risco de Pobreza


Apesar disso, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo INE, o risco de pobreza diminuiu ligeiramente para 17,9%.Trata-se de uma redução de 0,6% face ao ano anterior, quando o risco de pobreza era de 18,5%.
No entanto o risco de pobreza na população idosa passou para 20,1%
Em termos de idades, o grupo com maior risco de pobreza é o das crianças e jovens até aos 17 anos (22,9%), já em termos de sexo são as mulheres as mais vulneráveis (18,4%). Quanto aos idosos, o risco de pobreza diminuiu em 2008: dos 22,3% do ano anterior, para 20,1%.


Quote:
A taxa de risco de pobreza corresponde à proporção de habitantes com rendimentos anuais por adulto de até 4.969 euros em 2008. Este limiar corresponde a 60% da mediana da distribuição de rendimentos.




Sem o Estado metade dos portugueses estaria na pobreza


Nota para as prestações sociais, como o subsídio de desemprego, pensões de reforma ou subsídio de doença: sem elas, 41,5% dos portugueses estaria em risco de viver na pobreza.

O inquérito do INE, realizado no ano passado com base nos rendimentos de 2008, mostra que as transferências sociais relacionadas com doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social (excluindo pensões) permitiram reduzir em 6,5 por cento a proporção de população em risco de pobreza.

A isto junta-se ainda o impacto das pensões de reforma e sobrevivência. Só estes rendimentos “extra” permitem reduzir em 17,2 por cento a proporção de indivíduos em risco de pobreza. Assim sendo, sem transferências sociais de qualquer ordem, a taxa de portugueses em risco de pobreza nunca estaria nos 17,9 por cento registados, mas sim em 41,5.


De acordo com o ministério «em apenas um ano» o risco de pobreza para a população idosa passou de 22,3 por cento para 20,1 por cento, «prosseguindo aliás a diminuição observada desde 2004, em que se situava em 29 por cento e até mesmo desde 1995, em que se fixava em 38 por cento».

Estes dados «confirmam que as prioridades políticas deste ministério, como seja o Complemento Solidário para Idosos, os apoios concedidos no âmbito do Abono de Família, em especial às famílias mais numerosas e às famílias monoparentais, estão afinadas com as necessidades da sociedade portuguesa».

O inquérito revela ,ainda,que o rendimento dos 20% mais ricos equivale a seis vezes o dos que pertencem ao grupo dos 20% mais pobres, mas que a desigualdade continua a reduzir-se.



O Ministério do Trabalho comentou os dados conhecidos hoje e destacou a «quebra muito significativa» do risco de pobreza na população idosa. «Constata-se que a incidência da pobreza já não é tão visível entre a população mais idosa, mas subsiste nas famílias mais vulneráveis, com dependentes e com desempregados», refere uma nota do gabinete da ministra Helena André.


fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/artigo.html?id=1177904&div_id=1730

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