Nacional : Crise Politica: Paulo Portas desafiou o Primeiro Ministro a demitir-se
2010/7/16 9:09:17 (106 vizualizações)
Paulo Portas desafiou o Primeiro Ministro a demitir-se

A crise política instalou-se de vez no discurso político. Paulo Portas aproveitou o debate do Estado da nação para radicalizar, dirigindo-se a José Sócrates: "Ponha a mão na consciência, perceba o mal que está a fazer ao País e tenha um gesto de humildade: saia, senhor primeiro-ministro!"
Numa análise política, Paulo Portas, alertou para a eminência de um vazio em S. Bento:
O momento-chave será o da discussão e votação do Orçamento do Estado (OE) para 2011.Na hipotese de um chumbo desse OE e tendo em consideração que o PR não poderá marcar legislativas nos últimos seis meses do seu mandato: "O País arrisca-se a ficar nesta situação; nem tem OE nem pode ter eleições." E "mesmo que depois das presidenciais haja condições para uma mudança política", um novo Governo só "daqui a mais de um ano".
(16 de Julho de 2010)
Paulo Portas desafiou ontem Sócrates a demitir-se, sugerindo uma coligação a três, liderada por um socialista "moderado" (António José Seguro ou Francisco Assis ?). Sócrates e Passos recusam o cenário político
A crise política instalou-se de vez no debate político. O líder do CDS aproveitou o debate do Estado da nação , desta quinta-feira,(último antes de férias parlamentares) para radicalizar, dirigindo-se a José Sócrates:"Ponha a mão na consciência, perceba o mal que está a fazer ao País e tenha um gesto de humildade: saia, senhor primeiro-ministro!"
O debate já durava há cerca de três horas. É certo que os cenários de crise política de curto prazo tinham sobrevoado todo o debate até esta altura; mas a partir daqui tudo afunilou e pouca gente esteve atenta à intervenção de Jerónimo de Sousa que discursou após Paulo Portas
Portas não se ficou por um apelo à demissão do primeiro-ministro. Sugeriu ao PS que indique um substituto "moderado" e "com os pés assentes na terra". E que, sob essa nova liderança socialista, se celebre uma coligação a três (PS+PSD+CDS) para, nos três anos que restam até ao final da legislatura (2013), "tirar Portugal deste atoleiro". Sócrates fez o seu melhor sorriso amarelo.
Cá fora, já com o debate encerrado, Sócrates responderia: "Nunca tinha visto um deputado a oferecer-se para o Governo desta forma." E acrescentando o que se esperava ("O País precisa de tudo menos de uma crise política, que agrave ainda mais a crise económica. O País precisa de estabilidade política"), com lamentos pelo meio ("Tenho pena que alguns políticos tenham na cabeça questões de poder, em vez dos interesse do País.").
O PSD também foi apanhado de surpresa, e o mal estar era notório entre os deputados do PSD. É certo que Miguel Macedo, na sua intervenção inicial, já tinha insinuado a possibilidade de uma crise política de curto prazo, oferecendo o PSD como alternativa: "Portugal e os portugueses não estão condenados a este triste modo de vida. Temos competência e forma de dar a volta a isto."
Coube ao deputado que encerrou a intervenção "laranja" no debate, Luís Montenegro, introduzir à pressa umas frases novas no seu discurso: "Eu repito, reitero e termino, o PSD só apresentará a sua alternativa para governar quando os portugueses nos escolherem." A parte que estava preparada ficava-se apenas por um apelo velado para uma remodelação governamental (centrada nos ministros das Obras Públicas e da Cultura): "O primeiro-ministro tem de perceber que ou põe ordem na casa ou ninguém acredita na sua palavra."
O País político prepara-se para umas curtas férias. Regressa em meados de Agosto, com as rentrées. O momento-chave será o da discussão e votação do Orçamento do Estado (OE) para 2011. Portas agitou o fantasma de um chumbo desse OE e recordou que Cavaco Silva não poderá marcar legislativas nos últimos seis meses do seu mandato: "O País arrisca-se a ficar nesta situação; nem tem OE nem pode ter eleições." E "mesmo que depois das presidenciais haja condições para uma mudança política", um novo Governo só "daqui a mais de um ano".
No PS a ordem oficial é cerrar fileiras em torno do líder. Mas não foi por acaso que já duas personalidades se perfilaram para a sucessão: António José Seguro e Francisco Assis. As fissuras começarão a aprofundar-se à medida que for aumentando a pressão para Sócrates sair.
fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1619590
Os comentários são responsabilidade dos respectivos autores. Não nos responsabilizamos pelo seu conteúdo. Para comentar, deve antes registar-se.












